domingo, 30 de junho de 2013

Deus chama...

Neste tempo de graça peço a vossa oração! Rezai a Deus para que me conceda um coração onde habite os mesmos sentimentos de Cristo. 
Que Deus nos abençoe a todos, pois é Ele que chama, é Ele que consagra, é Ele que envia! 


CONTO COM A VOSSA ORAÇÃO E PRESENÇA.

Quem são os 3 candidatos?

sábado, 8 de junho de 2013

OBRIGADO Papa Francisco!!!

É tão bom no dia do Sagrado Coração de Jesus ver um homem tão próximo das suas ovelhas!
VIVA O PAPA!!!



Durante um encontro com estudantes, o Papa optou por passar de imediato ao diálogo, explicou que não foi viver para a residência papal por "razões psiquiátricas" e disse que era dever de todos os cristãos envolverem-se na política. Francisco voltou a romper com o protocolo e preferiu uma sessão livre de perguntas e respostas num encontro com centenas de alunos de colégios jesuítas.

sábado, 20 de abril de 2013

As vocações: Dom do Amor de Deus e resposta dada pela fé.


A aventura do seguimento de Cristo, Bom Pastor

O Dia Mundial de Oração pelas Vocações no IV Domingo da Páscoa, em que nos surge a imagem do Bom Pastor, deixa-nos a contemplar a aventura de seguimento que, já há dois mil anos, acontece na vida de tantos. Deus coloca no coração de muitos jovens um amor que faz sonhar horizontes de dedicação, de justiça e de bem. Um amor traduzido por uma generosidade e dedicação permanente e identificado com Cristo. Um amor que dispõe o jovem a uma disponibilidade para uma aventura de vida que só se entende por uma feliz experiência de Fé.
Alguns cristãos não nutrem apreço pela vida de especial consagração por não admitirem a renúncia a afetos a que todos nascem com direito. De facto, o seguimento de Cristo pede a alguns a capacidade de renúncia, mas isso não é castigo, é privilégio porque significa a disposição e a capacidade dada por Deus para amar e servir na melhor identificação com Cristo, Bom Pastor. Amar sempre, embora com renúncias: é o dom de uma verdadeira vocação a ser chama viva de um amor infinito e eterno. Quando assim acontece, damos glória a Deus e a Igreja aparece como experiência de caminho, verdade e vida. Deus continua a chamar e isso é evidente pela necessidade de sacerdotes, vocações religiosas e de leigos consagrados para assegurar missões específicas de evangelização. Rezemos por esta intenção da Igreja: as Vocações.
P. José Traquina



             Da carta do Beato João Paulo II aos sacerdotes em 1979

"Irmãos queridos, vós que suportais «o peso do dia e o calor», que pusestes a mão ao arado e não olhais para trás, e talvez mais ainda vós que duvidais do sentido da vossa vocação, ou do valor do vosso serviço: pensai naqueles lugares onde os homens esperam com ansiedade por um Sacerdote. Sentindo há muitos anos a sua falta, não cessam de suspirar pela sua presença. Por vezes, até se reúnem nalgum Santuário abandonado e, colocada sobre o altar a estola ainda conservada, assim recitam todas as orações da Liturgia eucarística; e então, no momento que corresponderia à transubstanciação, desce sobre eles um silêncio profundo, por vezes interrompido talvez por choro incontido... tão ardentemente desejam ouvir aquelas palavras que só os lábios de um Sacerdote podem eficazmente pronunciar!

Quão vivamente desejam a Comunhão eucarística, da qual se podem tornar participantes somente em virtude do ministério sacerdotal! E com que ansiedade anelam ouvir as palavras divinas do perdão: Eu te absolvo dos teus pecados! Quão profundamente, sentem a ausência de algum Sacerdote do meio deles!
Lugares assim não faltam no mundo dos nossos dias. Se algum de vós duvida, pois, do sentido do seu sacerdócio, se porventura pensa que ele é «socialmente» infrutuoso ou até inútil, reflicta sobre isto! É preciso converter-nos todos os dias, redescobrir cada dia o dom recebido do próprio Cristo no sacramento da Ordem, penetrando na importância da missão salifica da Igreja e reflectindo sobre o grande significado da nossa vocação à luz de tal missão."


quinta-feira, 14 de março de 2013

Primeira homilia do Papa Francisco



Vejo que estas três Leituras têm algo em comum: é o movimento. Na primeira Leitura, o movimento no caminho; na segunda Leitura, o movimento na edificação da Igreja; na terceira, no Evangelho, o movimento na confissão. Caminhar, edificar, confessar.

Caminhar. «Vinde, Casa de Jacob! Caminhemos à luz do Senhor» (Is 2, 5). Trata-se da primeira coisa que Deus disse a Abraão: caminha na minha presença e sê irrepreensível. Caminhar: a nossa vida é um caminho e, quando nos detemos, está errado. Caminhar sempre, na presença do Senhor, à luz do Senhor, procurando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pedia a Abraão, na sua promessa.

Edificar. Edificar a Igreja. Fala-se de pedras: as pedras têm consistência; mas pedras vivas, pedras ungidas pelo Espírito Santo. Edificar a Igreja, a Esposa de Cristo, sobre aquela pedra angular que é o próprio Senhor. Aqui temos outro movimento da nossa vida: edificar.

Terceiro, confessar. Podemos caminhar o que quisermos, podemos edificar um monte de coisas, mas se não confessarmos Jesus Cristo, está errado. Tornar-nos-emos uma ONG sócio-caritativa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, ficamos parados. Quando não se edifica sobre as pedras, que acontece? Acontece o mesmo que às crianças na praia quando fazem castelos de areia: tudo se desmorona, não tem consistência. Quando não se confessa Jesus Cristo, faz-me pensar nesta frase de Léon Bloy: «Quem não reza ao Senhor, reza ao diabo». Quando não confessa Jesus Cristo, confessa o mundanismo do diabo, o mundanismo do demónio.

Caminhar, edificar-construir, confessar. Mas a realidade não é tão fácil, porque às vezes, quando se caminha, constrói ou confessa, sentem-se abalos, há movimentos que não são os movimentos próprios do caminho, mas movimentos que nos puxam para trás.

Este Evangelho continua com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo com estas palavras: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, diz-lhe: Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.

Eu queria que, depois destes dias de graça, todos nós tivéssemos a coragem, sim a coragem, de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor; de edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, que é derramado na Cruz; e de confessar como nossa única glória Cristo Crucificado. E assim a Igreja vai para diante.

Faço votos de que, pela intercessão de Maria, nossa Mãe, o Espírito Santo conceda a todos nós esta graça: caminhar, edificar, confessar Jesus Cristo Crucificado. Assim seja.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Obrigado Santo Padre!


Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!

Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral. Obrigado do coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo belo tempo que nos deu mesmo agora ainda no Inverno.

Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma expande-se para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos de ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.

Sinto que levo todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).

Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.

Quando, em 19 de Abril, há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus. Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto? É um peso grande este que me coloca sobre as ombros, mas se Tu mo pedes, à tua palavra lançarei as redes, seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber quotidianamente a Sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos difíceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor deu-nos tantos dias de sol e de leve brisa, dias nos quais a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi, e é uma certeza, que nada pode ofuscar.  E é por isto que hoje o meu coração está cheio de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.

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Estamos no Ano da Fé, que desejei para reforçar a nossa fé em Deus num contexto que parece colocá-Lo cada vez mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Numa bela oração para recitar-se quotidianamente de manhã diz-se: “Adoro-te, meu Deus, e te amo com todo o coração. Agradeço-te por me teres criado, feito cristão…”. Sim, estamos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar! Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus ama-nos, mas espera que nós também o amemos!

Mas não é somente a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho à frente da barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, me ajudaram e me foram próximas. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como também todos aqueles que, nos vários sectores, prestaram o seu serviço à Santa Sé: são muitas caras que não aparecem, permanecem na sombra, mas no silêncio, na dedicação quotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afecto; mas também quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Levei cada um de vós diariamente na oração, com um coração de pai.

Gostaria que a minha saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa expande-se ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo Diplomático junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço pelo seu importante serviço.

Neste ponto gostaria de agradecer verdadeiramente de coração às muitas pessoas pessoas que em todo o mundo, nas últimas semanas, me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos chefes de Estado, dos líderes religiosos, de representantes do mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afecto, que nasce do estar junto de Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se escreve, por exemplo, a um príncipe ou a uma grande personagem que não se conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode-se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam a diminuir e pedi a Deus com insistência, na oração, para me iluminar com a sua luz, de modo a tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.

Aqui, permitam-me voltar mais uma vez a 19 de Abril de 2005. A gravidade desta decisão está no facto de daí em diante eu estar empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. A sua vida vem, por assim dizer, totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e experimento-o precisamente agora, que se recebe a própria vida quando se doa a vida. Antes disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos lhe pertencem.

O “sempre” é também um “para sempre” – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício activo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a Cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou, por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Bento, cujo nome levo como Papa, será para mim de grande exemplo nisto. Ele mostrou-nos o caminho para uma vida que, activa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.

Agradeço a todos e a cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à Sua Esposa que tentei viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezarem pelos Cardeais, chamados a uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o acompanhe com a Sua luz e a força do Seu Espírito.

Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda confiança.


Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja, apoia-a mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de Fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e acolhe-nos com o seu amor. Obrigado! 

Papa Bento XVI - 27-02-2013